Publicado por: ssaude | 13/02/2013

Obesidade infantil

ID-10065231excesso de peso e obesidade na infância, isto é, a acumulação anormal ou excessiva de gordura que representa um risco para a saúde são um problema crónico em crescendo na Europa, estando associado a mortalidade prematura e perda de qualidade de vida.

É na bacia mediterrânica que se concentram os países europeus com maior prevalência de Obesidade Infantil, incluindo-se nestes Portugal. Em idade pediátrica, o excesso de peso e obesidade podem ser definidos pelos percentis do Índice de Massa Corporal, atendendo à idade e ao sexo.

Do relatório do programa COSI, um programa europeu de vigilância nutricional infantil que periodicamente avalia crianças entre os 6 e os 8 anos, 30,2% das crianças portuguesas apresentava excesso de peso e, destas,  14,3% tinham obesidade

São os fatores ambientais os que mais contribuem para a pandemia da obesidade. Na forma primária ou nutricional, a forma mais comum de Obesidade Infantil, o aumento de massa gorda deve-se ao desequilíbrio resultante entre o aporte calórico excessivo e o gasto energético reduzido. Destacam-se, em diversos estudos, os seguintes fatores de risco:

  • alimentação inadequada (consumo excessivo de gorduras e hidratos de carbono simples, acompanhado pelo consumo reduzido de frutos, vegetais, fibras e hidratos de carbono complexos);
  • inatividade física;
  • peso ao nascimento;
  • estado nutricional parental;
  • grau de instrução parental;
  • número de horas a ver televisão;
  • número reduzido de horas de sono;
  • número reduzido de irmãos.

A Obesidade Infantil não deve ser considerada transitória e limitada no tempo. Em mais de 60% dos casos, o excesso de peso e a obesidade arrastam-se para a idade adulta e, mesmo nas crianças, estão presentes problemas orgânicos e psicossociais, como:

  • insulinorresistência, diabetes mellitus tipo 2 , hipertensão arterial, dislipidemia, bem como problemas cardiovasculares, ortopédicos, neurológicos e gastrointestinais;
  • baixa auto-estima, humor deprimido, discriminação, bulliyng.

A melhor intervenção para a obesidade infantil é a prevenção. A deteção precoce dos casos e seguimento adequado são fundamentais quando a obesidade se instala. Medidas políticas e sociais devem ser definidas e implementadas para frenar este problema.

LM, NPS

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